sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quando dinheiro não é tudo na vida do profissional

Gestores devem estar atentos à questão do salário emocional para manter suas equipes motivadas
Política monetária sozinha não resolverá o problema Foto: Bloomberg News

RIO - A satisfação no mundo corporativo, mais do que nunca, está hoje diretamente ligada a um bom ambiente de trabalho e às perspectivas de crescimento, e não necessariamente à alta remuneração. Cada vez mais profissionais, inclusive os da Geração Y, valorizam o chamado salário emocional, conjunto de fatores que fazem as pessoas desejarem permanecer na empresa, explica a coach e diretora da Pro-Fit, Eliana Dutra.

Mas que fatores são esses? O salário emocional pode ser representado, segundo Ylana Miller, sócia-diretora da Yluminarh e professora do Ibmec, pelo somatório de estilo de liderança, ambiente de trabalho e oportunidades de desenvolvimento de carreira.

Líder tem influência direta na qualidade do salário emocional

O salário emocional, dizem especialistas, sofre influência direta do papel que o líder desempenha junto à equipe e está intimamente ligado ao desenvolvimento, à oportunidade de aprendizado e ao progresso na carreira:

— Pesquisas já apontam, há mais de três décadas, que as pessoas não trocam de emprego e, sim, de chefe. Como a maioria dos presidentes e executivos das empresas foca apenas nos resultados, não entende a importância desse salário emocional para os seus funcionários — diz Eliana, acrescentando que a natureza da atividade desenvolvida, o sentimento de que sua contribuição faz diferença para a organização e as perspectivas de desenvolvimento aparecem nos primeiros lugares, antes mesmo de remuneração, na lista de critérios dos profissionais para não mudar de emprego.

Segundo a coach, as consequências do comportamento do líder que só olha para os resultados é a ocorrência de assédio moral e desestímulo de seus colaboradores:

— A humilhação tem um efeito cascata, pois é passada do presidente para os seus diretores, desses para seus colaboradores, e assim por diante. É necessário preparação dos líderes para que possam perceber a real importância do salário emocional e como este pode auxiliá-lo a obter os melhores resultados de sua equipe.

Para tornar o salário emocional concreto e eficaz, as empresas — e seus gestores — devem investir em ações de retenção, como criar possibilidades reais de progresso, de crescimento pessoal, novos desafios etc:

— Não existe uma fórmula única, e sim um somatório de atitudes — diz Ylana.
Aprendizado deve ser estendido aos gestores

Esse aprendizado, no entanto, não deve estar restrito aos empregados. Para que os líderes possam contribuir efetivamente com suas equipes, diz Eliana, é essencial que estes também passem por programas de gestão, liderança e, principalmente, de coaching:

— Assim, eles poderão desenvolver a habilidade de ouvir seus funcionários e estimulá-los na busca de soluções.
Ylana é da mesma opinião: ela acredita que a liderança pode ser desenvolvida, sim:

— As habilidades do líder resultam de uma combinação de experiências de vida, mas também podem ser aprendidas. Investir na capacitação dos líderes deve ser prioridade na agenda das organizações.


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Att.


Elizabete Pereira Dos Santos Gonçalves 
Coach Profissional

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Evite o estresse e tenha mais qualidade no trabalho


No dia a dia, somos submetidos a várias situações de estresse. Mas, por vezes, recebemos uma carga maior que a nossa mente e corpo podem suportar. Os resultados disso são desequilíbrios psíquicos e orgânicos: ansiedade contínua, dores e enrijecimento dos músculos – reflexo das tensões –, dificuldade em manter o foco, irritabilidade – ou instabilidade emocional –, gastrite e alterações cardiorrespiratórias. 

As fontes de estresse são diversas. Eles podem ser previsíveis, por exemplo, planilhas de custos variáveis com valores altos. Eles podem ser agudos: quantidade excessiva de reuniões, prazos que não correspondem a realidade. E também são classificados como crônicos quando há uma exposição prolongada à situações estressoras.

Às vezes, o estresse é uma reação a ameaças que são capitadas pela percepção do sujeito à vida cotidiana. Porém, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Francês para Controle de Ansiedade e Estresse, 95% das preocupações nunca se tornarão problemas reais.
 
Pressão x ambiente corporativo
O ambiente corporativo sugere pressão.  Você tem duas formas de encarar isso: como um problema que te levará ao desequilíbrio emocional e físico ou como um combustível que te levará até ao alcance de suas metas e te dará a possibilidade de ir além. A grande questão é como você canaliza as emoções e encara as situações as quais é submetido, pois o estresse, muitas vezes, é causado pela sua percepção e não pelo evento em si. O primeiro passo então para controlá-lo é mudar a forma como você absorve as situações a sua volta, ressignificar a sua compreensão, mudar a sua forma de pensar.
 
Além disso, veja algumas dicas rápidas que você pode aplicar em seu dia a dia e diminuir seu nível de estresse:
- Planejamento e metas reais: de acordo com a International Stress Management Association, 62% dos trabalhadores da: saúde, finanças, educação, indústria e serviços consideram a falta de tempo como a principal causadora de estresse. E a desorganização é um dos principais fatores do desperdício de tempo. Aprenda a planejar e, obviamente, seguir o planejamento. Também defina metas reais. Objetivos não alcançáveis causam frustração. Por isso, você deve encontrar o ponto de equilíbrio.
 
- Comunicação: mantenha uma comunicação clara com seus liderados e com seus superiores. Seja assertivo, isso diminuí conflitos e consequentemente situações estressantes.
 
- Faça exercícios e atividades relaxantes: a prática de exercícios físicos libera substâncias em nossos organismos que combatem o estresse e a ansiedade. Atividades relaxantes, também são importantes para minimizar o estresse. Ressalto ainda que antes de iniciar qualquer atividade física é prudente consultar o seu médico.

Tome medidas assertivas, mude sua compreensão diante das situações e se concentre em problemas reais. Com isso, você não desperdiçará suas energias e terá mais disposição para realizar seus objetivos pessoais e profissionais, com sucesso.


Presidente do Instituto Brasileiro de Coaching.


Um abraço

Elizabete Pereira Gonçalves
Coach Profissional