Se os confrontos viraram rotina, é sinal de que os parceiros guardam
alguma carência, seja na área sexual ou na efetiva, seja na da realização
pessoal ou em qualquer outra. Muitas vezes, nem sabem disso. Descontam no outro
sem perceber de onde vem o descontentamento. Só há um jeito de melhorar a
situação:conversa e conversa. Até encontrar e desatar os nós da relação.

Alguns
casais adoram brigar. Nem precisam de motivo. Fazem desse o seu modo de
conviver, de se amar. Um modo muito ruim, convenhamos.
Tudo vira confronto. Se o marido chega em
casa com bombons para a mulher, ela logo reage: “Você não sabe que eu estou de regime? Quer que eu fique gorda?” Ele tenta explicar: “ Só queria te agradar,fazer um carinho”. Ela não baixa a guarda: “Se quer fazer um carinho, então me ajude
com as crianças, em vez de trazer um presente que só serve para me angustiar”. Pronto,
está formada a confusão. Ele se afasta, vai ver televisão, ler jornal. Ela
ofendida, reclama que ele se recusa a conversar. O que era pra ser um momento
de alegria vira um pesadelo.
Às
vezes eles brigam só para marcar posição: discordam sobre algo e começam a
discutir para ver quem tem razão; nenhum é capaz de ceder, ambos preferem bater
o pé até o fim a admitir a razão do outro.
Em festas, o casal beligerante bate-boca
por ciúme ou, quando um começa a contar uma viagem, ou programa que fizeram
juntos, o outro imediatamente começa a lembrar como o parceiro estava chato,
não queria fazer comprar, dormia muito etc. humilhando-o, numa espécie de bullying .Mesmo que não haja gritos, a
animosidade é visível e acaba estragando a festa. O casal passa então a não ser
mais convidado, afastando-se dos amigos.
Os
filhos também fogem. Refugiam-se no
quarto, deixam de comer com os pais. Sabem que qualquer faísca pode virar um
incêndio.
Quando as brigas acontecem por motivos
fúteis, frequentemente existe algo maior reprimindo, que não é falado, não é
resolvido, mas faz com que a agressividade ou frustração apareça. O conteúdo
guardado (falta de realização, de sexo, de dinheiro, de carinho, de autoestima)
é jogado sobre quem está mais perto, o parceiro, que se transforma, numa lata
de lixo de emoções reprimidas.
Nesses casos, uma boa conversa
pode evitar os confrontos. Para que ela se realize, porém é preciso que o casal
reconheça que briga demais e queira descobrir o que provoca tal comportamento.
Nessa conversa, cada um deve expor suas insatisfações e carências, sem
agressão. Se isso não resolver, vale a pena procurar uma terapia de casal, ou
COACHING DE RELACIONAMENTO. Casais que relutam em procurar um profissional,
podem tentar realizar sozinhos, saindo uma vez por semana para jantar fora ou
fazer qualquer outro programa, aproveitando esses momentos para perguntarem o
que, afinal está por trás de suas brigas.
É importante que se comprometam a não
se alterar nessas conversas. Ninguém é responsável por nossas frustrações e
infelicidades. Culpar o outro não resolve nada. Temos que nos perguntar “o que está me frustrando?” Não dá para
mudar o outro mas dá para mudar a si mesmo.
Algumas vezes, as brigas são
conseqüências da agressividade de um dos dois, que as utilizam para descarregar
a tensão. Nesses casos, seria bom consultar um psiquiatra. Ele poderá
recomendar medicamentos que controlam a agressividade, completando com uma
terapia ou um “Processo de COACHING” para descobrir as causas do comportamento
e fazer as mudanças necessárias.
Enfim, se existe carinho e amizade
verdadeira, vale a pena insistir em melhorar a situação do casal briguento,
que, no fim, poderá dizer, como nas músicas dos mestres Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius
de Moraes (1913-1980): “ Bom e mesmo amar em paz/ Brigas nunca mais”.
Fonte: *Leniza Castello Branco
Grande Abraço e Muita LUZ !!
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Elizabete P.S.Gonçalves
Administradora de Empresas
Professional And Self Coach/Behavioral Analyst
Business/Executive Coach
Luz Coaching - Desenvolvimento Humano
Elizabete P.S.Gonçalves
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